Lucro real lucro presumido na mesma família de empresas

Onde mora a economia legítima e recorrente.

Planejamento tributário sério não é sobre achar a brecha do ano. É sobre organizar empresas e pessoas para que a família pague o imposto devido — e nada além dele — de forma recorrente, ano após ano.

Cada atividade no regime certo

Boa parte da economia legítima nasce de uma decisão simples e mal aproveitada: colocar cada atividade no regime que faz sentido para ela. Uma operação com margem apertada e muitos custos dedutíveis costuma viver melhor no lucro real. Uma administradora de bens, que vive de aluguel e tem pouca despesa, costuma viver melhor no lucro presumido.

Quando essas atividades estão misturadas no mesmo CNPJ, uma carrega a ineficiência da outra. Quando estão separadas nos veículos certos, cada uma é tributada pelo que realmente é.

Estrutura, não manobra

Em um dos nossos casos, a operação ficou no lucro real e uma administradora de bens, criada para deter os imóveis, ficou no lucro presumido. O aluguel que a operação pagaria a um terceiro passou a amortizar o patrimônio da própria família — e ainda sobrou economia tributária no caminho.

A economia que importa é a que sobrevive a uma fiscalização e se repete todo ano. O resto é risco vestido de vantagem.

Esse tipo de arranjo não depende de interpretação agressiva da lei. Depende de desenhar a estrutura societária e patrimonial com cuidado, documentar as razões de negócio e manter cada peça coerente com o que ela faz. É trabalhoso — e é exatamente por isso que funciona.

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